“O que a memória ama, fica eterno.”
Este flagrante foi feito no I Festival da Canção do Oeste de Minas (I FECOM), em 198?. A imagem imortaliza o momento final do certame. A comissão julgadora ainda estava computando os pontos para divulgação dos três primeiros lugares (tinha gente de várias cidades do Brasil). A comissão não chegara a um acordo rápido: momentos de alta tensão, demora nos resultados, poliesportivo lotado “até o teto”; eu apresentador (Castelo FM transmitindo)... esse clima.
Passaram-se mais 10 minutos (eternos); já não tinha mais nada para falar. Como Adélia Prado e Túlio Mourão (jurados) também estavam presentes e ansiosos, chamei-os ao palco e iniciei uma conversa informal. O Geraldo Barros, produtor do FECOM, chegou e disse: “Ainda não; fala mais; segura a onda para mim, que o trem tá feio”.
Nesse momento, eu sentei na bateria, e fiz algo que até hoje eu não sei se agradou; mas que foi divertido foi. Eu tinha lido algumas notas biográficas sobre Adélia; tinha levado um livro (Bagagem) para ela autografar; e sabia de cor uma parte da letra de “O Contrário de Nada É Nada”, dos Mutantes (tempo do Túlio, acho que de 1974). E fiz um pequeno ato de licenciosidade poética com os dois.
De Adélia, extraí:
De Túlio, fui até onde lembrava:
E entreguei os dois primeiros troféus para eles procederem à premiação... No final deu certo, com muitos risos e suor.
Passaram-se mais 10 minutos (eternos); já não tinha mais nada para falar. Como Adélia Prado e Túlio Mourão (jurados) também estavam presentes e ansiosos, chamei-os ao palco e iniciei uma conversa informal. O Geraldo Barros, produtor do FECOM, chegou e disse: “Ainda não; fala mais; segura a onda para mim, que o trem tá feio”.
Nesse momento, eu sentei na bateria, e fiz algo que até hoje eu não sei se agradou; mas que foi divertido foi. Eu tinha lido algumas notas biográficas sobre Adélia; tinha levado um livro (Bagagem) para ela autografar; e sabia de cor uma parte da letra de “O Contrário de Nada É Nada”, dos Mutantes (tempo do Túlio, acho que de 1974). E fiz um pequeno ato de licenciosidade poética com os dois.
De Adélia, extraí:
Quando [ela nasceu] um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada (...)
Vai ser coxo na vida, é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. [Ela é].
De Túlio, fui até onde lembrava:
Muito tempo eu andei contra o vento
Pois o contrário de nada é nada
E assim não se sai do lugar
Quando a cuca da gente se enrola
E se pergunta de que lado vai ficar
Eu sei que Deus está em todas as coisas
Mas contra não está.
E entreguei os dois primeiros troféus para eles procederem à premiação... No final deu certo, com muitos risos e suor.













