O futuro é uma ponte que temos de atravessar

— Grandes mudanças se aproximam, mas as mais importantes são as que cada um irá realizar — escreveu o psicólogo Francesc Miralles, no El País.

Ao se referir à “nova normalidade” do pós-pandemia de Covid-19 (que ninguém sabe com certeza como será) dá suas dicas de como manejar a vida em meio a tantas incertezas.

» Falar pouco desse estressante futuro incerto e se ligar nas demandas do caminho.

— Algo que caracteriza os grandes viajantes é que nunca sabem onde se detêm e quanto tempo ficam em um lugar — este é o estado de espírito.

» Aproveitar a realidade líquida, manter-se fora do sedentarismo e ser mais flexível diante do que se tem de fazer, em vez de lastimar, criticar ou condenar.

— “Não se estabeleça em uma forma, adapte-a”, já adiantara o sábio Bruce Lee, nos anos 1970, sugerindo que a pessoa se comportasse como a água.

» O cenário incerto deixa em perigo muitas estruturas (especialmente econômicas), mas não deixa de ser propício a novos negócios e iniciativas.

— É a ocasião de introduzir mudanças em nossas rotinas graças ao aprendido durante o confinamento (Miralles).

» Olhar o aqui-agora, centrar nos pequenos objetivos do cotidiano, pode ser um bálsamo à incerteza, pois são as pequenas coisas que configuram a existência humana.

— Tentar prever o futuro é como tentar dirigir por uma estrada rural de noite, sem luzes de nenhum tipo, enquanto olha pelo vidro traseiro (Peter Drucker)

O ensinamento de Bruce Lee e o conhecimento de Zygmunt Bauman sobre a modernidade líquida se coadunam nas relações sociais, econômicas e de produção, ora fragilizadas, fugazes e maleáveis.

— Em um mundo composto de “agoras”, de momentos e episódios breves, não há espaço para a preocupação com “futuro”. Como diz um provérbio inglês: “Vamos cruzar essa ponte quando chegarmos a ela”.