A fé não é luz ilusória
Desde o Concílio Vaticano II que o assunto vem sendo adiado, mas com Francisco a fé passou ter seu conceito conjugado com a antiga sabedoria sobrenatural. Não é mais apenas “um salto no vazio (...) uma luz subjetiva”, só para trazer esperança e dar consolo.
A Santa Sé reconhece hoje que a fé (em Deus) tem algo singular: uma luz capaz de iluminar todo o percurso do caminho.
“[...] uma luz muito viva cujo resplendor aparece com muita nitidez na base das questões” [Paracelso, Opera Omnia, 1973].
“Quando falta a luz, tudo se torna confuso: é impossível distinguir o bem do mal, diferenciar a estrada que conduz à meta daquela que nos faz girar repetidamente em círculo, sem direção” [Encíclica ‘Lumen Fidei’ do Papa Francisco, 2013].
As forças da fé são incontroláveis, mas, segundo Jesus, é possível orientá-las para algum objetivo que se tem em mente. P. ex.:
[...] se a vossa fé fosse somente como um grão de trigo e dissésseis com a força dessa fé: "Montanha, lança-te ao mar!" A montanha desapareceria nas águas [Mateus, 17:19; Lucas, 17:6]












