Pego daqui, do livre-arbítrio, como ensinaram os mestres toltecas, para falar da liberdade pessoal. Explicação mais plausível.

Antes de nascermos, temos a oportunidade de escolher como seremos neste mundo de alta densidade, que é o nosso sistema solar (e principalmente nossa Gaia). ‘Teremos nariz assim, orelhas desse jeito, pés assim, rosto com esta aparência, serei bom, mal, vingarei, viverei em tal lugar, me punirei, viverei doenças terríveis, nunca me adoecerei ou viverei muito, serei um românico etc. Somente nesse momento, em que a alma aproxima os futuros pai e mãe para puxar novo ser para a Terra é que existe a tal liberdade total. Isso sem prejuízo do karma ou do dharma de cada um.

Após esse momento cessa a liberdade; o embrião já está contido e cresce ali dentro, sem nenhuma liberdade, e vai assim a sua vida inteira, sempre cerceado em sua liberdade relativa, às vezes pela liberdade do outro, às vezes por ser portador de alguma verdade, outras pelo peso das tradições e dos costumes.

Daquela liberdade arbitral só resta a do pensamento, assim mesmo atacada a cada dia pelos meios mais sutis da inteligência midiática publicista ou pelo Estado.

Por isso, é sempre bom lembrar dessa ‘liberdade possível’ e de defendê-la livremente.

“Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamen-te, em público ou em particular”.

“Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

[Recompilação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, da Revolução Francesa (1789), pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), adotados pela Constitui-ção do Brasil (1988)]