Em seu tempo, (São) João de Deus se recusava a seguir as normas da Igreja, que seu companheiro de viagens, (São) João de Ávila queria lhe impor, instando-o a levar aquelas mulheres prostitutas ("gente ruim e que não merece confiança") em cansativa viagem de Toledo a Granada (Espanha) para deixarem aquela vida.

A resposta de João de Deus foi em forma de parábola, sabedoria aplicável ao momento crucial atual da Ordem Hospitaleira, em Divinópolis, com o desvio de um dos seus frades, já expulso.

"Irmão João, não achas que, se tu fosses a Motril por quatro cargas de peixe e se no caminho se te estragassem três e a outra continuasse boa, deitarias fora a boa com as outras? Pois, das quatro que trouxemos nos fica uma que mostra boa intenção; tem paciência, por tua vida, e voltemos com ela a Granada: esperança em Deus, que se com esta ficamos, não será em vão o nosso caminho, nem pouco o nosso ganho”

[João de Deus por CASTRO, 1997, cap. XIII, biografo].