Pelo Dia Internacional dos Urubus
(International Vulture Awareness Day).

Urubu-da-cabeça-preta – Coragyps atratus, da família Cathartidae – ave necrófaga (para os admiradores) ou carniceira (para os preconceituosos), mas essencial para o meio ambiente.

Para os xamãs toltecas essa ave tem características que a diferenciam das demais aves, não só pela alimentação, mas por sua capacidade de vislumbrar situações de perigo e morte, enquanto voam ou planam.

A percepção visual é dupla, como a maioria das aves, de cada lado, mas as imagens são diferentes. Eles enxergam em cores metálicas e percebem os campos energéticos, como torvelinhos que se desfazem (quando o ser vivo entra em decomposição). Gostam de pedras e gemas brilhantes porque seu brilho é fixo como no ser vivo.

Vem desse conhecimento milenar, uma crença mística que relaciona os urubus a numerologia:

1 urubu voando sozinho = bom sinal
2 urubus sobrevoando = mau sinal, perigo
3 urubus voando em círculos = sinal de alerta, perigo que se desfaz
4 urubus voando em círculos = sugere uma concordância com o fim de alguma tarefa

E por ai vai, até um sem número de urubus voando em círculos, que é um sinal de esperança para quem os vê.

O urubu é a ave que mais voa, mas não voa em tempo ruim. Entre os antigos lavradores era “instrumento” de previsão de chuvas, devido ao seu comportamento e profundo conhecimento dos ventos e das chuvas, e de limpeza ambiental.