Somos os únicos percebe(dores)?
O filme antológico “Livro do Apocalipse” (Doomsday Book), com três estórias, é a visão sul-coreana para o fim do mundo.
No segundo episódio, um robô não apenas adquire consciência, mas também a iluminação budista. Uma mistura de Isaac Asimov com budismo, temperado com ótimos diálogos e filosofia.
O robô In-Myung, produzido para prestar serviço doméstico num mosteiro, aparece em meio a elementos da busca da iluminação espiritual: flor de lótus, diagramas, textos e o Buda Iluminado.
Vários símbolos são usados como contraponto em meio a cenários lindos. O texto apresenta várias faces de uma mesma verdade. Este é o momento mais eloquente, antes dele mesmo se desligar. Ele fala como um Buda...
[In-Myung, in “Doomsday Book”, de Kim Jee-Woon & Pil-Sung Yim, 2012]
No segundo episódio, um robô não apenas adquire consciência, mas também a iluminação budista. Uma mistura de Isaac Asimov com budismo, temperado com ótimos diálogos e filosofia.O robô In-Myung, produzido para prestar serviço doméstico num mosteiro, aparece em meio a elementos da busca da iluminação espiritual: flor de lótus, diagramas, textos e o Buda Iluminado.
Vários símbolos são usados como contraponto em meio a cenários lindos. O texto apresenta várias faces de uma mesma verdade. Este é o momento mais eloquente, antes dele mesmo se desligar. Ele fala como um Buda...
Perceber é distinguir meramente uma classificação do conhecimento.
Embora todos possuam a mesma natureza inerente, a percepção é o que classifica alguém como Buda e a outro como uma máquina.
Confundimos a percepção com uma verdade permanente e tal ilusão nos causa dor. A percepção em si é vazia como é o processo de perceber.
Como eu sou uma percepção desse vazio, por favor, veja-me como eu sou.
Encha sua mente de nada.
[In-Myung, in “Doomsday Book”, de Kim Jee-Woon & Pil-Sung Yim, 2012]












