Um raminho de arruda contra o mal
Folhas de Arruda maceradas, bom cicatrizante para "velhas feridas"...dai o costume mágico de se colocar galhos c/ folhas da planta atrás da orelha.
Acredito nessa crença popular africana colonial de espantar "maus espíritos". Numa famosa pintura Jean Debret, é retratado o comércio da arruda realizado pelas escravas africanas. O galho de arruda era vendido como amuleto para trazer sorte e proteção.
Na Grécia Antiga, era usada para afastar doenças contagiosas e vermes. No início da Igreja Católica (séc. II), os oficiantes aspergiam água-benta com raminhos de arruda.
Em Roma, temperava-se carnes com uma espécie de ruta, não pelo gosto, mas por ser repelente natural de alguns insetos.
Na Europa Medieval, era usada em infusões calmantes (tipo 20 gramas de folhas/ galhos verdes para um litro d'água). As folhas secas e moídas (trituradas) eram usadas para evitar ou combater piolhos.
William Shakespeare, na obra Hamlet, a arruda é "a erva sagrada dos domingos", referindo-se aos rituais de exorcismo, realizados aos domingos. Um composto à base de vinho e arruda era ingerido pelos "possessos" antes de serem exorcizados.
Não se deve beber chá forte de arruda pelos riscos de hemorragia. Uso externo é o seu melhor uso.












