Encontros imaginários
Sempre achei que há uma voz única e coerente por traz de alguns seres atemporais, que viveram em épocas diferentes, mas disseram a mesma coisa. Sempre que vou ao Círculo do Absurdo faço uma consulta a esse Ser Uno e Sábio, sobre os mais variados assuntos.Ontem entrei no Grande Salão, e lá estava Pablo Neruda, finalizando a primeira parte:
Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Todos olharam para mim; e como eu nada dissesse, começaram a falar da música...
A música expressa o que não pode ser dito em palavras mas não pode permanecer em silêncio (Victor Hugo).
Milhares de pessoas cultivam a música; poucas, porém, têm a revelação dessa grande arte (Ludwig Beethoven).
Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música (Aldous Huxley).
Sempre tive a impressão de que a música fosse apenas o extravasamento de um grande silêncio (Marguerite Yourcenar).
A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende (Arthur Schopenhauer).
A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição (Aristóteles)
A música cria para nós um passado que ignorávamos e desperta em nós tristezas que tinham sido dissimuladas às nossas lágrimas (Oscar Wilde)
Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá (Samuel Howe).












