Nunca se precisou tanto da polícia para resolver essa questão moral.

O carro de som passa na rua, altas horas, fazendo tremer as janelas do silêncio; a barulhenta festa do vizinho prossegue madrugada a dentro sem se preocupar com o desconforto prolongado dos outros; o comerciante ocupa o passeio e obriga as pessoas a transitar pela rua; o médico deixa o paciente esperando enquanto sai para resolver um probleminha pessoal; homem e mulher fazem um e outro sofrer porque um dos dois não não estava em primeiro lugar na relação – a pessoa acha que só existe ela no mundo.

Diante dessa realidade, que não vem de hoje, somos confrontados com duas escolhas. Podemos ficar de braços cruzados, deixar a natureza seguir o seu curso e esperar que os problemas venham à nossa porta, antes de se refletir como resolvê-los. Ou podemos agir e assumir a responsabilidade pelo nosso futuro.

Ainda é possível a raça humana avançar em direção ao equilíbrio e à harmonia com a natureza e para uma prosperidade sustentável. Tudo o que precisamos é implementar uma abordagem de garantia mútua: não estamos sós.

Ao fazê-lo, a sociedade que vamos construir será sustentável, próspera, segura e pacífica, uma vez que, dificilmente, haverá uma guerra entre aqueles que procuram garantir o bem-estar do outro.