Sorridente, a Madona Negra do Brasil permanece íntegra.

Quando os pescadores encontraram a imagem original de terracota, em 1717, no rio Paraíba (porto de Itaguaçu) ela estava sem a cabeça, encontrada num momento seguinte, em meio aos peixes da segunda rede.

Em 1978, a imagem foi reduzida a 165 pedaços e a cabeça a fragmentos milimétricos.

Mas desafiando as leis da física e das probabilidades, a estatueta foi restaurada por Maria Helena Chartuni (do Museu de Arte de São Paulo) em 33 dias:

— A terracota (barro cozido) quando quebra é seca, mas a imagem estava fragmentada, fragilizada pela umidade. Fiquei surpresa várias vezes porque tudo aquilo era um grande quebra-cabeça e eu pegava aleatoriamente um pedaço para tentar encaixar e, muitas vezes, encaixava perfeitamente. Tudo aquilo me mostrou que a imagem era muito especial.