As três faces da verdade
A releitura da estória infantil Chapeuzinho Vermelho – “Deu a louca na Chapeuzinho” (nome no Brasil) – traz uma lição interessante para ser aplicada no mundo contemporâneo inundado de informações.Objeto de estudos acadêmicos, o filme conta a investigação do roubo das receitas dos famosos e mágicos doces da floresta.
O sapo Pirueta (inspetor policial) analisa as versões dos envolvidos no conhecido conto – Lobo, Vovó, Chapeuzinho e Lenhador – para identificar o vilão da trama, que não é o Lobo.
Sua base conceitual, ele resume assim: “[...] se uma árvore cair na floresta, existirão três versões da história: a minha, a sua e a da árvore!”
E o filme mostra isso, de modo divertido e inteligente, com pérolas de conhecimento do respeitável Sapo, para quem “um crime é como um quebra-cabeça, pois todas as peças são diferentes, mas quando juntas formam uma lógica”.
O “livro de receitas” foi roubado na intenção de que as lojas de doces fossem à falência, como desejava o Coelho vilão, finalmente identificado, que queria ele próprio produzir e vender os doces.
Moral da história: Todo caso tem pelo menos três versões verdadeiras que, em separado, não explicam a situação, mas quase convencem. O contexto se forma com essas versões e oferece a resposta para a indagação. Por isso, não julgue o livro pela aparência da capa. É preciso folhear as páginas para conhecê-lo melhor.
[Deu a Louca na Chapeuzinho (Hoodwinked!) - Direção: Cory Edwards/ Todd Edwards/ Tony Leech, EUA, 80', 2005]












