Dia da Música Popular Brasileira (MPB)... Oportunidade para saber (ou lembrar) de alguns fatos marcantes da música nacional
O termo MPB surgiu em 1945, num livro de Oneida Alvarenga, “Música Popular Brasileira”, e não depois que surgiu a Bossa Nova, da qual se distinguiu, a partir dos anos 1960, com o Centro Popular de Cultura da UNE, estimulando as canções de protesto político em festivais.

Daí vieram, mesmo com a censura e a repressão, canções heroicas veladas ou não, contra a ditadura:

— a mão que toca um violão / se for preciso faz a guerra
▪ (Marcos Valle, “Viola Enluarada”, 1967)

— Hoje você é quem manda / Falou, tá falado / Não tem discussão (…) E inventou de inventar / Toda a escuridão (…) Apesar de você / Amanhã há de ser / Outro dia
▪ (Chico Buarque “Apesar de Você” (1970):

— De que me vale ser filho da santa / Melhor seria ser filho da outra / Outra realidade menos morta / Tanta mentira, tanta força bruta
▪ (Chico Buarque e Gilberto Gil , “Cálice”, 1973) – música censurada, no palco, durante show da PolyGram (Phono 73).

Seguia como num sonho, e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei
"Então não pude seguir valente em lugar tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar não posso me desculpar
Não canto prá enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar..."
▪ (“Disparada”, de Geraldo Vandré e Theo de Barros, 1966 – c/ Jair Rodrigues)