Há poetas que disseram que a vida dos homens é a sombra de um sonho e há filósofos que sugeriram que a realidade é uma alucinação.

Sou feito da mesma matéria de que são feitos os sonhos!” Existo porque há alguém que me sonha; há alguém que dorme e sonha e me vê agir e viver e mover-me, e neste momento sonha que eu digo tudo isto. Quem é este ser que me fez surgir e que ao despertar me apagará?

[Jorge Luís Borges, no “Livro dos Sonhos”, citando Shakespeare, numa lembrança de Giovanni Papini, em “O trágico cotidiano” (1906)