Das brumas do tempo ressurge Maria Madalena, envolta em seu manto vermelho, atiçando o fogo interior de um conhecimento superior.

‘O que me subjugava foi eliminado e o que me fazia voltar foi derrotado..., e meu desejo foi consumido e a ignorância morreu. Num mundo fui libertada de outro mundo; num tipo fui libertada de um tipo celestial e também dos grilhões do esquecimento, que são transitórios. Daqui em diante, alcançarei em silêncio o final do tempo propício, do reino eterno.’

Hoje é dia Maria Madalena, pra mim, uma mulher sagrada do Reino do Alto & Profundo, depois de milhões de galáxias.

Foi por ela que vi a outra face de Jesus Cristo, que os apóstolos invejosos tentaram esconder, depreciando-a.

Jesus encorajava não olhar apenas para o lado material das coisas, pois nelas só há “paixão sem igual” contra a Natureza e desequilíbrio do corpo, fazendo-o adoecer e morrer. Foi Maria quem contou, literalmente, sobre esse ensinamento do Mestre: — "Essa é a razão por que vos digo: tende coragem, e se estiverdes desanimados, procurais força das diferentes manifestações da natureza. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça".

[Fragmentos do evangelho de Maria (Madalena), em papiro do século III, encontrado em Oxirrinco (Egito) (P. Ryl. III 463 e P. Oxy. L 3525), cujo teor vem confirmado em tradução copta do século V (P. Berol. 8502).]