O conhecido filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein disse uma vez que se fosse possível um verbo com o sentido de “acreditar falsamente” ele não poderia ser conjugado na primeira pessoa do presente do indicativo – “eu acredito falsamente”. Acrescento: a não ser que a pessoa viva no Brasil, o país do autoengano e do engano generalizado.

Um exemplo é o governo federal anunciar ou acreditar que aqui se pode estabelecer um prazo de 20 anos para qualquer coisa relacionada à administração pública, principalmente para os gastos. Outro exemplo é supor que 10 ou 20 anos serão suficientes para estabilizar a trajetória da dívida pública.

Com o crescimento econômico, as despesas de governo fatalmente crescerão acima da inflação, pois não será possível (como nunca o foi) conter a demanda por novos serviços advinda do crescimento, dos novos investimentos e do aumento populacional.

Mesmo considerada inconstitucional, a PEC 241, do Teto dos Gastos, foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados. Juízes, membros do Ministério Público e advogados públicos assinaram Nota Técnica Conjunta contra essa absurda Proposta de Emenda à Constituição.

Inconsequentes, Deputados comemoram a aprovação da PEC 241, em primeiro turno...