Diálogo imaginário

A vocação do artista é lançar luz sobre a alma humana (Sand).

Nenhum artista suporta o real. Qualquer artista, olhando para trás, tem a sincera opinião de que o verdadeiro valor de uma coisa é uma «sombra» que pode ser fixada nas cores, na forma, no som, no pensamento (Nietzsche)

O objetivo mais alto do artista consiste em exprimir na fisionomia e nos movimentos do corpo as paixões da alma (Da Vinci).

A escola pode aperfeiçoar o artista, criá-lo, nunca; porque não se melhora senão o que já existe (Mantegazza).

É necessário certo grau de cegueira para poder enxergar determinadas coisas. É essa talvez a marca do artista. Qualquer homem pode saber mais do que ele e raciocinar com segurança, segundo a verdade. Mas exatamente aquelas coisas escapam à luz acesa. Na escuridão tornam-se fosforescentes (Lispector).