Filtro dos sonhos, apanhadores de sonhos, caçadores de sonhos, cata-sonhos ou espanta-pesadelos.

Os 'ojíbuas-chippewa' acreditam que, quando a noite cai, o ar se enche de sonhos, bons e ruins. Alguns destes sonhos, mesmo sendo pesadelos, podem conter uma mensagem importante do Grande Espírito para a pessoa. Os filtros dos sonhos servem justamente para separar destes sonhos as energias ruins.

Diz a lenda mística que, antigamente, havia duas tribos em guerra: a «raiva» e o «rancor», que geraram energias desarmônicas, causando pesadelos nas crianças e irritação nos adultos.

Então a deusa «Grande-Mãe-Búfala» desceu à Terra e pediu ao xamã da aldeia que fizesse um aro com um galho de salgueiro, uma rede e penas...

Penas foram colocada no centro, representando o ar ou a respiração − essencial para a vida.

As pessoas, observando as penas dançarem ao vento, desde criança, aprendiam sobre a importância do ar.

A pena de coruja (feminina), simboliza a sabedoria. A pena de águia ou do gavião (masculina), a coragem.

Os bons sonhos sabiam para onde ir, depois de passar pelo furo central do apanhador. Aos primeiros raios de sol, as energias ruins se dissipavam.