O que teria escrito Jesus na areia
Uma cena curiosa que
não chamou a atenção dos apóstolos e escribas
O evangelista João (8: 3-8) descreve a cena em que escribas e fariseus levam até Jesus, no templo, uma mulher adúltera, que “deveria ser apedrejada”, segundo a lei de Moisés.
Sem responder às acusações, Jesus inclinou-se e “se pôs a escrever com o dedo na terra”, antes de dizer aos homens que ali estavam, irredutíveis, em julgamento popular: — Quem dentre vós não tiver pecado, que atire a primeira pedra! — e “continuou escrevendo no chão”...
Dois mil e dezessete anos depois, me junto ao jornalista Juan Arias (do El País), em busca de uma resposta para “o que teria escrito Jesus?”
Enigma escrito ou desenhado (‘graphein’, no original grego), segundo Arias, “confere um mistério ainda maior àquela passagem. Dele, a única certeza é que Jesus, com sua provocação escrita ou desenhada no pó, salvou uma mulher adúltera da morte”.
não chamou a atenção dos apóstolos e escribas
O evangelista João (8: 3-8) descreve a cena em que escribas e fariseus levam até Jesus, no templo, uma mulher adúltera, que “deveria ser apedrejada”, segundo a lei de Moisés.Sem responder às acusações, Jesus inclinou-se e “se pôs a escrever com o dedo na terra”, antes de dizer aos homens que ali estavam, irredutíveis, em julgamento popular: — Quem dentre vós não tiver pecado, que atire a primeira pedra! — e “continuou escrevendo no chão”...
Dois mil e dezessete anos depois, me junto ao jornalista Juan Arias (do El País), em busca de uma resposta para “o que teria escrito Jesus?”
Enigma escrito ou desenhado (‘graphein’, no original grego), segundo Arias, “confere um mistério ainda maior àquela passagem. Dele, a única certeza é que Jesus, com sua provocação escrita ou desenhada no pó, salvou uma mulher adúltera da morte”.
Uma coisa é certa: aquela provocação de Jesus, não foi emudecida e continua ecoando, através dos séculos, como um toque de atenção às nossas consciências de aprendizes de inquisidores. Talvez neste Natal, quando a insensibilidade moderna abandonou a figura de Jesus para render culto ao deus do consumismo [esse episódio pode ser uma bom tema para reflexão].
“Hoje, estamos todos necessitados é de compreensão, diálogo e respeito sobre o que nos une e nos diferencia, que é sempre mais do que aquilo que nos separa, porque, como dizem os astrônomos, ‘somos todos feitos da mesma poeira das estrelas’.












