Preexistência da alma
Até meados do século VI, a doutrina da reencarnação era cultivada pelos povos do Oriente como fato inquestionável – prova incontestável da Justiça Divina, que sempre dá oportunidade às pessoas de rever seus atos e retomar aquilo que achar necessário em nova existência.Orígenes, filósofo grego que viveu em Alexandria (entre 185 e 254), considerado "sábio" entre os primeiros cristãos, foi quem teorizou sobre a reencarnação. Até o II Concílio de Constantinopla (Istambul, Turquia), a reencarnação pressupunha a preexistência da Alma, que desfrutava do renascimento para sua elevação espiritual.
Em 543, o imperador bizantino Justiniano, por influência de Teodora, publicou um Edital, em que condenava a preexistência do espírito e as ideias de Orígenes. É que a cortesã era uma prostituta e se tornara imperatriz, mandando executar centenas de mulheres (que a conheciam) para que não comentassem sobre o seu passado.
Estabelecia o eloquente Edital
"Se alguém diz ou sustenta que as almas humanas preexistiram na condição de inteligências e de santos poderes; que, tendo-se enojado da contemplação divina, tendo-se corrompido e, através disso, tendo-se arrefecido no amor a Deus, elas foram, por essa razão, chamadas de almas e, para seu castigo, mergulhadas em corpos, que ele seja anatematizado!" (Flavius Petrus Sabbatius Iustinianus Augustus, 543)
Com o desenvolvimento e crescimento do cristianismo no Ocidente (a partir de Roma), a preexistência da alma e a reencarnação não foram mais cultivadas pelos católicos. Essas possibilidades foram atribuídas com exclusividade apenas a Jesus.












