Há evidências suficientes para se acreditar que houve uma grande explosão (o Big Bang), na origem de nosso Universo, mas ainda se especula sobre esse evento.

Para explicar esse mistério, recorre-se à teoria das cordas (universos paralelos), teoria M, às dimensões extras, membranas e uns cem tipos de complicações.

O físico teórico sul-africano Neil Turok, diretor emérito do Perimeter Institute for Theoretical Physics, no Canadá, não nega o Big Bang, mas o acha incompleto e propõe uma teoria interessante, marcada por características imutáveis do Universo (em qualquer lugar e tempo).

Ele acredita que a chave para entender esse mistério é olhar para a “surpreendente simplicidade, beleza, elegância e economia” da natureza.

Universo espelho

Para o físico, o Universo é tremendamente simples nas menores e maiores escalas, mas no meio do caminho entre elas, onde os seres humanos estão localizados, há muita complexidade.

— Somos provavelmente a coisa mais complexa do Universo e acho inspirador que as pessoas percebam que estamos rodeados pela simplicidade (Turok).

Ele é defensor do Modelo Universo-Espelhado, segundo o qual há um "antiuniverso" onde o tempo corre para trás e a antimatéria é dominante. Dessa forma, a simetria é cumprida.

O modelo já estudado pelos cientistas da NASA, parece inspirado em conceitos do Taoísmo ☯, que expõem a dualidade de tudo que existe no Universo, e em conhecimentos dos Alquimistas ⬘, segundo os quais “o que está em baixo e como o que está em cima”.

Conclusão

— "Nós somos o instrumento que o universo tem para conhecer a si mesmo” (Turok).