O Facebook mudou muito nos últimos anos, ao fraquejar na sua política de privacidade e de garantir respeito aos direitos humanos.

— O Facebook está dilacerando nossas sociedades e causando violência no mundo, denunciou a cientista de dados Frances Haugen, em audiência no Congresso estadunidense.

Por instantes iniciais, foi uma plataforma de comunicação que aproximou pessoas, facilitou a comunicação, fortaleceu a formação de grupos, o comércio global e a transmissão de dados instantânea.

Hoje esse lado ainda permanece, porém, em uma versão inescrupulosa de liberdade publicitária (e de propaganda política) que, no extremo uso, prejudica mais que ajuda, pois permite a manipulação das pessoas de maneira destruidora como as fakenews, como robotização de mensagens hoaxes ou boatos e a ocultação de informações.

A empresa oculta intencionalmente informações vitais do público, do governo dos EUA e de governos ao redor do mundo, denuncia Haugen, no Congresso dos EEUU.

Ex-funcionária da empresa, Haugen disse que a rede protagoniza um conflito de interesses entre o que é bom para o público e o que é bom para o Facebook e, nesse âmbito, ela sempre se decidiu por otimizar os próprios interesses, sem se importar com as crianças e com a democracia, que vem enfraquecendo.

É muito poder concentrado nas mãos de um serviço que se entrelaça diariamente na vida de tantas pessoas.

O Brasil é o terceiro país que mais usa o Face (130 milhões), depois da Indonésia (140), Estados Unidos (200) e Índia (340). O Peru é o que menos usa, entre os 20 do ranking.