Primeiro tomamos consciência do planeta Terra; em seguida, do Sistema Solar; depois da Via Láctea; a seguir do superconglomerado Lanikea, que contém aqueles 500 milhões de galáxias, existindo milhares deles, no que chamamos de Cosmos.

Esta semana, o Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ) em colaboração com o Instituto de Astrofísica de Andalucía (IAA-CSIC), o Centro de Supercomputación de Galicia (CESGA) e a rede acadêmica e de pesquisa espanhola RedIRIS, divulgou a simulação mais realistade uma parte do Cosmos feita até hoje, a Uchuu (Universo, em japonês).

A simulação permite estudar a evolução do Universo com um nível de detalhe e informação sem precedentes, praticamente desde o Big Bang, há uns 14 bilhões de anos.

“Uchuu” já está disponível na nuvem do CESGA, permitindo aos cientistas focar em diferentes momentos da história do Universo e compreender fenômenos como a evolução das galáxias e a formação de buracos negros, matéria preta e energia escura, que permeiam nosso Universo.

As galáxias estão distribuídas na chamada “estrutura de grande escala”: existem grandes vazios com poucas galáxias; existem filamentos; existem grupos como a Via Láctea e Andrômeda e depois existem grandes objetos que são mil vezes mais massivos do que a nossa Via Láctea.