O peso leve das memórias que nos habitam
Hoje de manhã, abri uma gaveta antiga e encontrei umas fotografias esmaecidas pelo tempo. Eram retratos de instantes congelados que, ao invés de ficarem estáticos, pareciam pulsar vida. Sorri e, ao mesmo tempo, senti um aperto no peito. Saudade (!).
Saudade, que é mais que ausência; uma energia invisível preenchendo nossa existência com significado, tornando eterno tudo aquilo que um dia nos fez felizes.
Palavra difícil de traduzir e de definir, mas tão fácil de sentir.
O Houaiss a chama de "sentimento de incompletude", o Aurélio diz que é "recordação nostálgica e suave", e Guimarães Rosa definiu como o "ser, depois de ter". Mas eu prefiro pensar nela como uma visita inesperada do passado, uma brisa que traz vozes, risos e cheiros esquecidos.
Chico Xavier dizia que "é uma dor que fere nos dois mundos". Neruda a chamava de “amar um passado que ainda não passou”. Clarice Lispector, sempre profunda, comparava a saudade à fome: "Só passa quando se come a presença". Já Bob Marley acreditava que, quando a saudade não cabe no coração, escorre pelos olhos.
E é verdade. Às vezes, ela se disfarça de lágrima. Outras, de um sorriso solitário ao lembrar de uma canção que marcou uma época. Raul Seixas a via como um parafuso que, quando enferruja, nem torcendo sai. Marcelo D2 cantava que ela não perdoa, não tem dó, e é como uma prisão.
Mas talvez Coelho Neto tenha explicado melhor: “A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração”. Pequena, mas sempre habitada. E enquanto houver lembrança, nada estará realmente perdido.
Fechei a gaveta, guardei as fotografias e segui o dia. Saudade dói, mas também aquece e reanima. É o peso leve de quem teve a sorte de viver algo, coisas e momentos inesquecíveis.
Saudade, que é mais que ausência; uma energia invisível preenchendo nossa existência com significado, tornando eterno tudo aquilo que um dia nos fez felizes.
Palavra difícil de traduzir e de definir, mas tão fácil de sentir.
O Houaiss a chama de "sentimento de incompletude", o Aurélio diz que é "recordação nostálgica e suave", e Guimarães Rosa definiu como o "ser, depois de ter". Mas eu prefiro pensar nela como uma visita inesperada do passado, uma brisa que traz vozes, risos e cheiros esquecidos.Chico Xavier dizia que "é uma dor que fere nos dois mundos". Neruda a chamava de “amar um passado que ainda não passou”. Clarice Lispector, sempre profunda, comparava a saudade à fome: "Só passa quando se come a presença". Já Bob Marley acreditava que, quando a saudade não cabe no coração, escorre pelos olhos.
E é verdade. Às vezes, ela se disfarça de lágrima. Outras, de um sorriso solitário ao lembrar de uma canção que marcou uma época. Raul Seixas a via como um parafuso que, quando enferruja, nem torcendo sai. Marcelo D2 cantava que ela não perdoa, não tem dó, e é como uma prisão.
Mas talvez Coelho Neto tenha explicado melhor: “A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração”. Pequena, mas sempre habitada. E enquanto houver lembrança, nada estará realmente perdido.
Fechei a gaveta, guardei as fotografias e segui o dia. Saudade dói, mas também aquece e reanima. É o peso leve de quem teve a sorte de viver algo, coisas e momentos inesquecíveis.












