Vamos à luta [climática] !
O futuro do clima em jogo
Em novembro de 2025, o mundo inteiro volta os olhos para Belém do Pará, que sediará a COP 30 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Pela primeira vez, a região amazônica será o centro das discussões globais sobre o futuro do planeta. Com o relógio climático correndo contra nós, esta edição promete ser uma das mais decisivas da história.
Desde o Acordo de Paris, assinado em 2015, os países vêm tentando manter o aumento da temperatura média global abaixo de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais. A má notícia é que Já estamos próximos de 1,2°C, e os eventos extremos, como ondas de calor recordes, secas prolongadas e enchentes catastróficas, estão se intensificando.
Na COP 30, um dos pontos mais críticos será pressionar os países por planos climáticos mais ambiciosos, os chamados NDC (Contribuições Nacionalmente Determinadas). A juventude, em especial, deve cobrar dos líderes metas mais ousadas e viáveis para evitar um colapso climático.
Amazônia, símbolo da luta climática
A escolha de Belém não é à toa. A Amazônia é vital para regular o clima global, e sua preservação virou símbolo da luta climática. No entanto, o desmatamento ainda ameaça a região, com impactos diretos na biodiversidade, nas populações indígenas e no equilíbrio hídrico do planeta.
O Brasil deverá apresentar um plano robusto para zerar o desmatamento até 2030, o que será um dos compromissos mais observados durante a COP. Universitários e pesquisadores podem e devem participar do debate, levando dados, estudos e propostas que unam ciência, justiça social e desenvolvimento sustentável.
Países em desenvolvimento, como o Brasil, cobram das nações ricas o cumprimento de promessas antigas: como o fundo de US$ 100 bilhões anuais para ações climáticas, anunciado há mais de uma década. Pouco desse dinheiro, porém, chegou ao seu destino.
Quem vai pagar a conta
A pauta do financiamento climático será central na COP 30. Afinal, como os países vão cumprir metas ambiciosas sem apoio financeiro real? Isso inclui investimentos em energia renovável, proteção de florestas e adaptação de comunidades vulneráveis.
Uma pauta emergente é a de "perdas e danos", que trata da compensação a países que já sofrem os efeitos irreversíveis da crise climática, como ilhas ameaçadas pelo aumento do nível do mar. Espera-se a criação de um fundo permanente, com regras claras e acesso facilitado.
Essa questão traz também um debate ético: quem tem responsabilidade histórica pelas emissões que nos trouxeram até aqui? E como construir justiça climática a partir disso?
Protagonismo jovem

Por fim, a COP 30 será marcada pela forte presença de jovens ativistas, cientistas em formação e movimentos estudantis. A juventude universitária tem papel central na construção de soluções baseadas em ciência, inovação e justiça social.
Participar da agenda climática não é só um dever ambiental – é um ato político. Seja por meio de pesquisa, extensão, engajamento em coletivos ou pressão sobre autoridades, cada voz importa.
O colapso climático já não é um risco distante; ele é real, presente e desigual. A COP 30 pode ser a última grande chance de virar esse jogo. E não há cenário em que estudantes, especialmente do ensino médio e graduação, fiquem de fora. Afinal, são as futuras gerações que herdarão o mundo que está sendo decidido agora.
Em novembro de 2025, o mundo inteiro volta os olhos para Belém do Pará, que sediará a COP 30 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Pela primeira vez, a região amazônica será o centro das discussões globais sobre o futuro do planeta. Com o relógio climático correndo contra nós, esta edição promete ser uma das mais decisivas da história.Desde o Acordo de Paris, assinado em 2015, os países vêm tentando manter o aumento da temperatura média global abaixo de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais. A má notícia é que Já estamos próximos de 1,2°C, e os eventos extremos, como ondas de calor recordes, secas prolongadas e enchentes catastróficas, estão se intensificando.
Na COP 30, um dos pontos mais críticos será pressionar os países por planos climáticos mais ambiciosos, os chamados NDC (Contribuições Nacionalmente Determinadas). A juventude, em especial, deve cobrar dos líderes metas mais ousadas e viáveis para evitar um colapso climático.
Amazônia, símbolo da luta climática
A escolha de Belém não é à toa. A Amazônia é vital para regular o clima global, e sua preservação virou símbolo da luta climática. No entanto, o desmatamento ainda ameaça a região, com impactos diretos na biodiversidade, nas populações indígenas e no equilíbrio hídrico do planeta.O Brasil deverá apresentar um plano robusto para zerar o desmatamento até 2030, o que será um dos compromissos mais observados durante a COP. Universitários e pesquisadores podem e devem participar do debate, levando dados, estudos e propostas que unam ciência, justiça social e desenvolvimento sustentável.
Países em desenvolvimento, como o Brasil, cobram das nações ricas o cumprimento de promessas antigas: como o fundo de US$ 100 bilhões anuais para ações climáticas, anunciado há mais de uma década. Pouco desse dinheiro, porém, chegou ao seu destino.
Quem vai pagar a conta
A pauta do financiamento climático será central na COP 30. Afinal, como os países vão cumprir metas ambiciosas sem apoio financeiro real? Isso inclui investimentos em energia renovável, proteção de florestas e adaptação de comunidades vulneráveis.
Uma pauta emergente é a de "perdas e danos", que trata da compensação a países que já sofrem os efeitos irreversíveis da crise climática, como ilhas ameaçadas pelo aumento do nível do mar. Espera-se a criação de um fundo permanente, com regras claras e acesso facilitado.
Essa questão traz também um debate ético: quem tem responsabilidade histórica pelas emissões que nos trouxeram até aqui? E como construir justiça climática a partir disso?
Protagonismo jovem

Por fim, a COP 30 será marcada pela forte presença de jovens ativistas, cientistas em formação e movimentos estudantis. A juventude universitária tem papel central na construção de soluções baseadas em ciência, inovação e justiça social.
Participar da agenda climática não é só um dever ambiental – é um ato político. Seja por meio de pesquisa, extensão, engajamento em coletivos ou pressão sobre autoridades, cada voz importa.
O colapso climático já não é um risco distante; ele é real, presente e desigual. A COP 30 pode ser a última grande chance de virar esse jogo. E não há cenário em que estudantes, especialmente do ensino médio e graduação, fiquem de fora. Afinal, são as futuras gerações que herdarão o mundo que está sendo decidido agora.












