Durante uma visita a um hospital psiquiátrico, um homem curioso resolveu provocar o diretor com uma pergunta que julgava simples:

— Como o senhor decide quem deve ser internado aqui?

O diretor, sem pressa, respondeu que aplicavam um teste prático. Enchiam uma banheira até transbordar e ofereciam ao avaliado três objetos: uma colher, uma mamadeira e um balde. A tarefa era apenas uma – esvaziar a banheira.

— A solução adotada revela muito sobre a mente da pessoa – concluiu.

O visitante sorriu, seguro de sua lógica.

— Isso é fácil. O balde, claro. Quanto maior o recipiente, mais rápida a solução.

O diretor então respirou fundo, como quem lamenta uma resposta previsível.

— Não – disse. — Alguém com clareza de pensamento simplesmente retiraria o tampão da banheira. O problema nunca foi escolher entre as opções dadas, mas perceber que elas não limitam a solução.

Fez-se um breve silêncio. Então o diretor olhou fixamente para o visitante e perguntou, com serenidade desconcertante:

— Prefere um quarto individual… ou dividido?

Moral: muitas vezes, não estamos presos à falta de soluções, mas ao hábito de aceitar apenas as alternativas que nos são apresentadas. A verdadeira inteligência começa quando ousamos olhar além do enunciado.

E você – teria escolhido o balde?